Além de comemorar os 33 anos do 22º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais, o Bloco Show apresentou sua mais nova iniciativa chamada de “Bloco Show: Energia que Transforma”. Esse projeto tem o objetivo de integrar as atividades já realizadas de percussão e dança novas oficinas de canto e teclado para alunos da rede pública em situação de vulnerabilidade social de periferias de Belo Horizonte.


O evento de lançamento reuniu cerca de duas mil crianças, adolescentes e famílias em uma programação estruturada que teve atividades educativas, preventivas e interativas, distribuídas em estandes temáticos. Os país dos alunos se entusiasmaram junto da PM e dos organizadores do evento, ao menos é o que demonstra a Juliene da Silva Araújo, mãe da Letícia e do Leonardo, moradora da Vila Nossa senhora do Rosário de Pompéia e uma das participantes.
“Com as experiências formadas pelo grupo Bloco Show, vejo que o futuro deles está sendo sim transformado pela arte. A partir do momento que eles não estão mais nas ruas e vielas estão lá sendo acolhidos por mães, voluntários, colegas com mais tempo no Bloco Show, e que se espelham neles e vêem que existe sim um futuro ali. Seja através do canto, da dança, .na batida dos instrumentos, em questões emocionais, trabalho em equipe dentre outros”, ela confessa.


Mãe de dois filhos, Juliene ainda completa contando que suas crianças são acolhidos nessa campanha de inclusão vejo que eles são meus protagonistas. “O prazer que sinto ao vê-los em uma apresentação é muito grandioso. É gratificante. Eles são os artistas que saem da nossa comunidade e revelam seu talento para outras milhares de pessoas. Cada aplauso é pessoalmente para mim um gesto de amor e carinho porque eles representam naquele momento que podem tudo sem ser diferentes de ninguém, sem limitação por um diagnóstico e vão afastando o preconceito. Sinto muito acolhimento”.


Não muito diferente é o depoimento da Geralda Reis, mãe do Márcio Luiz e moradora da Residência na vila São Rafael. “O Bloco Show, se destaca na união entre cidadania e arte como a maior prova de transformação, e traduzir o orgulho materno é ver meu filho ocupando espaços de destaque. Saber que ele é parte de uma iniciativa que mostra a potência da comunidade e não o exclui por ter um laudo médico de dislexia e TDAH acaba com o medo e traz a certeza de que ele está construindo sua história com autoestima e respeito, ver seu filho brilhando, ocupando os holofotes com talento e protagonismo, é a confirmação de que a arte valoriza a identidade dele e revela a verdadeira potência que existe nas comunidades só gratidão a todos os envolvidos direta ou indiretamente. Deus os abençoe grandemente”, conta emocionada.


Sobre a transformação do futuro pela arte, Geralda ainda explica que a iniciativa mais impactante do projeto, para ela, é a abordagem de prevenção, que usa a música e as artes cênicas para construir uma rede de apoio e pertencimento para os jovens. “Ver crianças e adolescentes aprendendo percussão, dança e cidadania mostra que a arte educa, previne a violência e tira os jovens da vulnerabilidade, dando a eles um caminho de orgulho e futuro. Sobre o sentimento de mãe, digo que ver meu filho como protagonista de um espetáculo é uma mistura de orgulho imenso e esperança. É emocionante vê-lo ocupando um palco onde a periferia é celebrada, valorizando sua própria essência”, finaliza.


Tendo em vista esse tipo de relacionamento, o foco do Bloco Show agora está no futuro. Ao longo de quatro meses, o programa promoverá ainda experiências formativas e ações de integração entre comunidade, cultura e educação. A iniciativa conta com o patrocínio CEMIG e realização Grupo FOCUS e BS Produções Artísticas.