Glaucoma, catarata e retinopatia diabética estão entre as doenças que podem comprometer a visão e exigem acompanhamento oftalmológico 

Pelo menos 2,2 bilhões de pessoas no mundo apresentam algum tipo de deficiência visual, e em pelo menos 1 bilhão de casos o problema poderia ter sido prevenido ou ainda não recebeu tratamento, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em dados atualizados de 2026. Os números chamam a atenção para o Outubro Marrom, campanha dedicada à conscientização sobre a prevenção da cegueira e os cuidados com a saúde ocular. Entre as doenças que merecem atenção estão o glaucoma, a catarata e a retinopatia diabética, condições que podem comprometer a visão de diferentes formas e exigem tratamento especializado. 

Doenças podem evoluir sem sintomas 

Segundo Eduardo Nery, oftalmologista da Hapvida, algumas doenças oculares podem avançar sem apresentar sinais nas fases iniciais, o que torna o acompanhamento especializado importante para identificar alterações e iniciar o tratamento adequado. 

O glaucoma provoca danos ao nervo óptico e pode causar perda progressiva do campo visual. A doença costuma evoluir sem sintomas nas fases iniciais, e os danos já estabelecidos não podem ser revertidos. A pressão intraocular elevada é um dos fatores de risco, mas o diagnóstico depende de avaliação oftalmológica. O tratamento pode incluir colírios, procedimentos a laser ou cirurgia, conforme o estágio da doença. 

A catarata ocorre quando o cristalino, estrutura responsável por ajudar a focalizar as imagens, perde a transparência. A alteração provoca visão embaçada e dificuldade para enxergar, podendo prejudicar atividades cotidianas, como ler, dirigir e reconhecer rostos. É mais frequente com o envelhecimento e está entre as principais causas de deficiência visual no mundo. 

A dimensão da demanda por tratamento no Brasil aparece nos dados do Sistema Único de Saúde (SUS): em 2024, foram realizadas 1.181.837 cirurgias de catarata, volume 20% superior ao registrado no ano anterior, segundo estudo publicado em Arquivos Brasileiros de Oftalmologia. A perda visual provocada pela doença geralmente pode ser tratada por cirurgia, que substitui o cristalino opaco por uma lente artificial. 

Diabetes também pode comprometer a visão 

A retinopatia diabética é uma complicação do diabetes que danifica os vasos sanguíneos da retina e pode provocar perda visual grave. Segundo dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e pelo Ministério da Saúde, a condição atinge entre 24% e 39% das pessoas com diabetes no Brasil, o que corresponde a quase 2 milhões de pessoas. O risco aumenta com o tempo de doença e com o controle inadequado da glicemia. Ela é considerada uma das principais causas de perda visual irreversível entre pessoas de 20 a 74 anos. 

Nas fases iniciais, a retinopatia diabética pode não apresentar sintomas. Por isso, pessoas com diabetes precisam realizar avaliações oftalmológicas periódicas, mesmo quando enxergam normalmente. O acompanhamento permite identificar alterações na retina e avaliar a necessidade de tratamento para evitar a progressão da doença. 

O especialista alerta que pessoas com diabetes precisam manter os exames oculares em dia, mesmo quando não apresentam dificuldades para enxergar. “A retinopatia diabética pode avançar sem que o paciente perceba mudanças na visão. Por isso, o exame oftalmológico periódico é essencial para identificar possíveis alterações e avaliar a necessidade de tratamento”, afirma. 

Acompanhamento oftalmológico é fundamental 

As consultas regulares ajudam a identificar doenças oculares antes que provoquem danos importantes. A frequência dos exames deve levar em conta fatores como idade, histórico familiar, diabetes, hipertensão e outras condições clínicas. Manter as doenças crônicas sob controle, seguir as orientações médicas e procurar atendimento ao perceber mudanças na visão também são medidas importantes. 

O médico destaca que a conscientização é parte importante dos cuidados com a saúde ocular e que o diagnóstico precoce pode contribuir para preservar a visão. “Embora algumas doenças oculares evoluam sem sintomas, é possível reduzir o risco de perda visual com acompanhamento adequado. O Outubro Marrom é importante para alertar a população sobre a prevenção da cegueira e lembrar que cuidar da saúde dos olhos deve fazer parte da rotina”, afirma. 

Sobre o Grupo Hapvida  

Com mais de 80 anos de experiência, o Grupo Hapvida é hoje o maior ecossistema de saúde da América Latina. A companhia possui mais de 75 mil colaboradores e atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.  

Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado completo, com mais de 800 unidades espalhadas pelo Brasil, incluindo 84 hospitais, prontos atendimentos, clínicas médicas, centros de diagnóstico e coleta laboratorial além de espaços especificamente voltados ao cuidado preventivo e crônico.  

Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.