Entidade destaca que a empatia nas rodovias passa pelo respeito à vida do passageiro, apontando os riscos invisíveis e jurídicos das viagens irregulares.
A Semana Nacional de Trânsito neste ano, traz o tema: “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, dentro desta perspectiva, a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do estado de Minas ferais (FETRAM), amplia o debate sobre a responsabilidade coletiva nas estradas. Mais do que discutir a convivência entre motoristas, ciclistas e pedestres, a entidade chama a atenção para um elo muitas vezes esquecido nessa corrente de segurança. A integridade e a escolha consciente do passageiro, alertando sobre os graves perigos do transporte clandestino de passageiros.
O conceito de “enxergar o outro” ganha um peso urgente quando se observa o crescimento de ofertas irregulares de viagens. Enquanto o transporte regular e legalizado investe rigorosamente em manutenção preventiva de frotas, monitoramento por telemetria, cumprimento estrito de jornadas de descanso para os motoristas e seguros de acidentes para os viajantes, o mercado clandestino opera à margem da lei, transformando o passageiro em um alvo vulnerável de imprudências, que em muitos casos resulta em perda de vidas.
Entre os principais riscos apontados pelos especialistas em segurança viária estão a falta de vistorias mecânicas obrigatórias — o que eleva exponencialmente a probabilidade de quebras e acidentes graves no meio da estrada. A ausência de motoristas capacitados e com controle de jornada, e a completa falta de amparo caso ocorra qualquer imprevisto. O passageiro que opta pelo transporte clandestino economiza na tarifa, mas paga o preço mais alto possível: coloca em risco a própria vida, correndo o risco de ficar abandonado na beira de rodovias isoladas sem qualquer assistência.
Segundo a entidade é fundamental que além das multas, esses veículos sejam retidos de forma imediata, impedindo que voltem a circular e a colocar em risco a vida de passageiros e demais usuários das vias.
Para Rubens Lessa Carvalho, presidente da FETRAM e da Seção I de Transporte Rodoviário de Passageiros da CNT, a empatia e a valorização da vida precisam nortear tanto a conduta ao volante quanto a escolha de quem viaja.
“Falar em ‘enxergar o outro’ no trânsito é um convite profundo à responsabilidade com o ser humano. Quando tratamos do transporte clandestino, esse cuidado é testado ao extremo. O passageiro que escolhe um serviço irregular muitas vezes desconhece os riscos invisíveis aos quais está se expondo. Veículos sem manutenção, motoristas exaustos e a incerteza de saber se voltará para casa em segurança ou se ficará retido no meio da estrada por uma pane mecânica. Proteger vidas exige que o poder público, as empresas e a sociedade reprimam essa prática ilegal e que o passageiro compreenda que a sua segurança não tem preço”, destaca Carvalho.
A FETRAM reforça que a verdadeira segurança rodoviária é construída com legalidade, respeito mútuo e a certeza de que cada passageiro deve chegar ao seu destino com total segurança e tranquilidade.